sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
BRASIL : DADOS ECONÔMICOS 2011.
UMA CONSTATAÇÃO DA FGV :
"A perspectiva de desaceleração está mais para os bens de consumo que para os serviços. Embora tenham tido leve recuo, é cedo para dizer que o movimento tem fôlego. É um ponto de interrogação"
EMPRESAS BRASILEIRAS NA BOLSA.
EMPRESAS BRASILEIRAS PERDEM R$ 213 BI EM VALOR DE MERCADO NO ANO Data:28/12/2011 14:09
As empresas brasileiras de capital aberto perderam R$ 213,5 bilhões em valor de mercado em 2011, afirma estudo da consultoria Economática.
De acordo com os números, as ações das 323 empresas analisadas valiam R$ 2,21 trilhões na terça-feira (27), contra R$ 2,42 trilhões em dezembro de 2010. A conta considera a adição dos IPOs (ofertas iniciais de ações) ocorridos neste ano.
Apesar disso, sete entre os 23 setores da Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) tiveram aumento no valor de mercado em 2011.
O setor com maior valorização no preço das ações foi o de Alimentos e Bebidas com R$ 48,8 bilhões, com destaque para a AmBev, que registrou o maior crescimento entre todas as empresas listadas --R$ 41,5 bilhões.
A segunda colocação ficou com o setor de Energia Elétrica. O setor possuía valor de mercado de R$ 211,1 bilhões em 27 de dezembro, contra R$ 183,1 bilhões no ano passado.
Os outros setores que registraram crescimento foram Telecomunicações, Software e Dados, Química, Têxtil e Outras atividades relacionadas a investimentos financeiros.
Na outra ponta, o setor com a maior queda de valor foi o de Petróleo e Gás, que perdeu R$ 96,8 bilhões neste ano. A Petrobras foi a principal influência negativa, com redução de R$ 78,9 bilhões no período analisado --a maior entre as empresa listadas.
Veja as empresas que tiveram as maiores altas e quedas de valor de mercado em 2011:
AmBev - R$ 41,5 bilhões (valor de mercado de R$ 185,8 bi em 27/12)
TIM - R$ 8,4 bilhões (R$ 23,1 bilhões)
BRFoods - R$ 8,1 bilhões (R$ 31,9 bilhões)
Cielo - R$ 7,7 bilhões (R$ 26,0 bilhões)
Souza Cruz - R$ 7,5 bilhões (R$ 35,2 bilhões)
Valefert - R$ 5,7 bilhões (R$ 14,2 bilhões)
CPFL Energia - R$ 5,7 bilhões (R$ 25,5 bilhões)
Redecard - R$ 5,3 bilhões (R$ 19,4 bilhões)
Telemar N L - R$ 4,9 bilhões (R$ 17,3 bilhões)
Cemig - R$ 4,5 bilhões (R$ 21,0 bilhões)
BOVESPA
Bovespa fecha o ano com prejuízo de 18,11%, pior resultado desde 2008
UOL Economia
Bovespa fecha o ano com prejuízo de 18,11%, pior resultado desde 2008
Do UOL Economia, em São Paulo
O Ibovespa, principal índice de ações na Bolsa paulista, fechou o dia em alta de 0,39%, aos 56.754,08 pontos. A sessão movimentou apenas R$ 5,2 bilhões.
No acumulado de 2011, porém, a Bovespa registrou um prejuízo de 18,11%.
Foi o terceiro pior resultado da Bolsa desde o início do plano real, em 1994, ficando atrás apenas de 2008 (-41,22%) e de 1998 (-33,46%).
Na sexta-feira (30) não haverá expediente bancário, nem negócios nos mercados financeiros do país.
Bovespa é única aplicação com prejuízo entre seis investimentos avaliados
A Bolsa brasileira foi a única entre seis aplicações a registrar prejuízo este ano, segundo levantamento da consultoria Economatica.
A melhor aplicação do ano foi do ouro, com valorização de 16,46%. Em seguida aparece o dólar Ptax Venda, com alta de 11,84%.
Dólar salta 12,15% no acumulado de 2011, maior alta anual desde 2008
O dólar comercial terminou o dia no vermelho nesta quinta-feira (29), quebrando uma sequência de quatro altas diante do maior apetite por risco nos mercados internacionais após dados positivos nos Estados Unidos. Mas a cotação disparou no acumulado do ano, registrando a maior variação desde 2008, ano da crise financeira internacional.
A moeda norte-americana fechou nesta quinta com recuo de 0,27%, vendido a R$ 1,869. No acumulado do ano, o dólar saltou 12,15% frente ao real, a maior alta percentual desde a disparada de 31,29% em 2008, ano em que os mercados financeiros foram abalados pela maior crise financeira desde o pós-guerra.
Destaques do Ibovespa
Nas pontas do índice, o papel ordinário da Usiminas (USIM3) foi o destaque de alta, com um salto de 10%, a R$ 17,15. Na ponta contrária, JBS (JBSS3) tombou 4,4%, a R$ 6,08.
A primeira sessão de 2012 marcará a inclusão do papel da empresa de aluguel de carros Localiza (RENT3) no Ibovespa, que assim passará a ser composto por 70 ativos.
Expectativas para a Bovespa em 2012
Para profissionais do mercado, há poucas chances de uma recuperação mais significativa do mercado acionário, pelo menos enquanto o medo de quebradeira generalizada na zona do euro não for dissipado.
"A liquidez ainda está empoçada; só deve melhorar depois do primeiro trimestre (de 2012)", disse o responsável pelo banco de investimentos Bradesco BBI, Sérgio Clemente.
Segundo Walter Mendes, sócio da Cultinvest, entre os fatores que podem contribuir para a recuperação no próximo ano está o fato de a bolsa brasileira estar bastante "descontada" em relação aos mercados internacionais.
Como de forma geral as empresas do país seguiram crescendo nos últimos anos, marcadas por instabilidade internacional, os múltiplos da bolsa brasileira estão bem menores do que os de outros mercados, mesmo emergentes. Em termos nominais, o Ibovespa está no mesmo patamar alcançado em meados de 2007. Na máxima histórica, o índice superou 73 mil pontos, no começo do ano seguinte.
"Nós estamos no meio de um ciclo de corte de juros, a economia americana está lentamente se recuperando e tenho a expectativa de que não haja ruptura na Europa nem desaceleração muito forte na Ásia", afirmou Mendes, referindo-se à taxa Selic brasileira, que fechou este ano a 11%, depois de alcançar 12,50% em julho.
(Com informações da Reuters)
29/12/2011 - 18h23 / Atualizada 29/12/2011 - 19h10
DÓLAR.
29/12/2011 - 17h53
Veja principais medidas do governo em 2011 para controlar o dólar
Do UOL Economia, em São Paulo
Confira as principais medidas e ações adotadas pelo governo no mercado cambial ao longo deste ano:
15 de dezembro/2011
O Banco Central anuncia leilão de venda, com compromisso de compra, de dólares no mercado. A demanda foi pequena e os preços pedidos pelos investidores muito elevados e, por isso, a autoridade monetária não aceitou as propostas.
22 de setembro
O Banco Central realiza leilão de swap cambial tradicional que, na prática, equivale a uma venda de dólares no mercado futuro. Neste dia, a moeda norte-americana fecha a R$ 1,90.
14 de setembro
O Banco Central para de atuar no mercado à vista, comprando dólares, quando a moeda norte-americana já havia entrado na casa de R$ 1,70.
27 de julho
O governo altera regulamentação do Imposto sobrer Operações Financeiras (IOF) por medida provisória (MP) e passa a cobrar imposto de 1% sobre posições vendidas líquidas com derivativos de câmbio. A alíquota pode ser elevada para até 25%. A MP determinou ainda que o Conselho Monetário Nacional (CMN) passa a ser o responsável pela coordenação da supervisão de todo o mercado de derivativos, algo que cabia à BM&FBovespa.
8 de julho
O Banco Central aumenta a exigência de depósito compulsório sobre as posições vendidas de bancos no mercado à vista. O limite agora para cada instituição passou de US$ 3 bilhões para US$ 1 bilhão, ou o valor equivalente ao patrimônio de referência. O que exceder esses patamares, terá incidência de compulsório.
6 de abril
O governo estende a 720 dias prazo de empréstimos externos sujeitos à alíquota de 6% de IOF.
29 de março
O Ministério da Fazenda eleva a 6 por cento o IOF sobre os empréstimos externos com prazo mínimo de até 360 dias. Até então, a alíquota variava conforme o prazo.
28 de março
Medida publicada no Diário Oficial aumenta a alíquota cobrada sobre as compras de bens e serviços com cartões de crédito no exterior, de 2,38% para 6,38%.
25 de janeiro
O Banco Central regulamenta compra de dólares a termo, com data de liquidação diferenciada. A partir de então, intervenção se torna menos previsível, com o governo alternando compras à vista, a termo e no futuro.
14 de janeiro
O Banco Central volta a intervir no mercado futuro de câmbio com por meio dos leilões de swap cambial reverso. Esse tipo de operação, que equivale a uma compra de dólares no mercado futuro, havia caído em desuso após o auge da crise global em 2008.
6 de janeiro
O Banco Central anuncia a imposição de um depósito compulsório sobre as posições cambiais vendidas dos bancos a partir de 4 de abril. O depósito é de 60% sobre a posição que excedia o menor dos seguintes valores: 3 bilhões de dólares ou o patrimônio de referência dos bancos.
(Com informações da Reuters)
OURO.
16/01/2012 UOL Economia
16/01/2012 - 09h00
Ouro tem melhor rentabilidade em 2011, mas consultores questionam o investimento
Anne Dias - Do UOL, em São Paulo
Ouro ganha disparado da inflação em 2011; poupança fica pouco acima
Especialistas sugerem investimentos para se proteger da inflação
Em 2011, qual foi o investimento que deu maior rentabilidade líquida (sem inflação, taxas e Imposto de Renda)? O ouro. Qual investimento rendeu mais que dólar, tesouro direto, fundo DI, Bolsa ou poupança? Ele de novo, o ouro. Qual é o investimento que o mundo todo vê como porto seguro? Adivinha. O ouro.
Dito isso, você pode concluir que ele, o ouro, pode ser uma boa opção de diversificação para você também. Muitos consultores financeiros discordam, por uma série de motivos. Vamos a eles.
Há o problema básico sobre onde guardar o metal. Você deixaria sua peça em casa?
Há o risco da variação dos preços do ouro e do dólar. “Nosso ouro segue o preço do ouro negociado nos Estados Unidos, então o dólar afeta bastante”, afirma o consultor financeiro André Massaro, da MoneyFit.
Ele não gera renda, ao contrário de outros investimentos, como ações que pagam dividendos ou dos títulos públicos. “A única forma de ganhar dinheiro com ouro é tirando proveito da movimentação de preços. O ouro é altamente especulativo, exige um 'timing' adequado para ser operado. Se investidores profissionais já têm muita dificuldade em acertar o 'timing' correto, imagine os amadores...”, diz Massaro.
Outro problema: a cotação. “O preço do ouro não depende só do aumento ou diminuição de sua produção, pois ele é diretamente afetado pela conjuntura econômica mundial. Os países que dispõem de grandes reservas de ouro colocam e retiram o ouro do mercado de acordo com suas necessidades econômicas e financeiras”, afirma o consultor financeiro Conrado Navarro, sócio do site Dinheirama. Daí o caráter especulativo do metal.
Resumindo: “O preço do ouro depende da instabilidade política dos países produtores, da atuação de investidores e especuladores no mercado internacional, do preço do petróleo, do mercado de câmbio, da inflação, da perspectiva de produção futura, das jazidas em atividade, das crises econômicas mundiais, entre outros fatores”, afirma Navarro.
Como investir, apesar dos riscos
Mesmo conhecendo os riscos, você pode acreditar que o ouro é uma boa alternativa para seu caso. Sendo assim, a melhor maneira de investir neste ativo é via corretoras, comprando e vendendo o metal na BM&F, ou no chamado mercado balcão, que são as corretoras e distribuidoras especializadas.
“Via de regra, negociar ouro é fácil, mas no caso da BM&F, se o investidor comprar ouro físico (em barras), na hora da venda ele terá que mostrar certificados de origem e pureza, e isso pode deixar a operação um pouco mais complexa”, diz André Massaro.
Segundo Navarro, as corretoras e distribuidoras de valores criaram diversos produtos a partir dos contratos e barras de 250 gramas, vendendo desde pequenas quantidades (1g a 10g).
“Você escolhe a quantidade e faz o pagamento via boleto bancário. O ouro é enviado pelos Correios e entregue em mãos com certificado de garantia e nota fiscal de negociação”, diz Conrado. Para vender, basta levar o ouro até um balcão de atendimento da corretora escolhida ou enviar o material pelos Correios e ela realizará a avaliação e recompra em até três dias úteis.
É possível também fazer o investimento via fundos, que cobram taxa de administração.
O Imposto de Renda que incide sobre o ouro segue as mesmas regras de um ativo de renda variável (isento até R$ 20 mil por mês ou 15% de imposto para quem não comprar e vender no mesmo dia e 20% para quem for fazer “day trade”).
A liquidez é alta, uma vez que as próprias corretoras acabam comprando o ouro.
“Basta o investidor levar seus documentos e os do ouro para que a equipe possa avaliá-lo e efetuar a recompra. A avaliação das barras de ouro e o pagamento são feitos na hora”, diz Navarro.
JUROS.
16/01/2012 - 11h25
Juros cobrados dos consumidores atingem menor nível desde 1995
UOL - São Paulo
Os juros cobrados dos consumidores nos financiamentos alcançaram, em dezembro, o menor nível desde 1995, segundo levantamento da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade) divulgado nesta segunda-feira (16).
A taxa média no mês passado foi de 6,58% ao mês, ou 114,84% ao ano.
Das seis linhas voltadas para a pessoa física que foram pesquisadas pela Anefac, uma se manteve estável e cinco foram reduzidas.
Em nota, a Anefac atribui a queda na maior parte dos empréstimos para consumidores às medidas que o Banco Central e o Ministério da Fazenda vêm promovendo para incentivar o consumo.
As medidas mais importantes nesse sentido, para a Anefac, teriam sido a última redução da taxa básica de juros da economia, a Selic (que, em novembro, caiu de 11,5% para 11% ao ano) e a queda do IOF nas operações de crédito.
Juros das lojas caíram para 5,36%, taxa do cartão de crédito ficou estável
Os juros cobrados nos financiamentos feitos diretamente pelas lojas caíram de 5,46% ao mês para 5,36% mensais.
A taxa do cheque especial teve queda de 8,41% para 8,36% ao mês; a do Crédito Direto ao Consumidor, oferecido pelos bancos, de 2,20% para 2,18% ao mês.
Caíram também os juros cobrados no empréstimo pessoal concedido pelos bancos (de 4,39% para 4,21%) e do empréstimo pessoal concedido pelas financeiras (8,88% para 8,66%).
No caso do cartão de crédito, a taxa se manteve estável, na comparação com novembro, em 10,69%. É a mesma taxa cobrada desde dezembro de 2010.
Expectativa é de novas reduções nos próximos meses
Entre os juros cobrados das empresas, todas as três linhas de crédito pesquisadas tiveram redução na taxa.
A taxa de juros média geral para pessoa jurídica caiu de 3,98% ao mês (59,92% ao ano) em novembro de 2011 para 3,87% ao mês (57,72% ao ano) em dezembro. É a menor taxa média de juros registrada desde fevereiro de 2011.
A expectativa da Anefac é que novas reduções sejam feitas nos próximos meses, tanto nos juros cobrados dos consumidores como das empresas.
CARNES
Carne pode definir cumprimento da meta de inflação em 2011, diz FGV
O preço das carnes no atacado, que teve alta de 5,26% em novembro, já está em desaceleração, com variação de 2,84% em dezembro
Denise Abarca, da Agência Estado
SÃO PAULO - O comportamento dos preços da carne bovina no varejo pode ser decisivo para definir se a inflação fechará ou não 2011 acima do teto da meta de 6,5%, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), segundo análise do coordenador de Análises Econômicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Salomão Quadros. "Pode ser o fator determinante para definir se a inflação romperá a meta", disse, em entrevista coletiva para comentar o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) de -0,12% em dezembro.
Em 2011 até novembro, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumula variação positiva de 5,97%.
Segundo o coordenador, os preços das carnes no atacado, que tiveram alta forte, de 5,26% em novembro, já estão em desaceleração, com variação de 2,84% em dezembro, movimento que em breve deve ser captado pelos índices de inflação ao consumidor. Por enquanto, no varejo, ainda estão elevados. "A dúvida é se a desaceleração dos preços já vista nos frigoríficos será captada ainda em dezembro pelo IPCA", comentou.
Dentro do Índice de Preços ao Consumidor - Mercado (IPC-M), que acelerou de 0,43% para 0,71% entre novembro em dezembro, o destaque foi justamente o avanço de 0,52% para 1,24% do grupo Alimentação, liderado por carnes bovinas (1,95% para 5,36%). "O destaque de alta foi a carne, mas o movimento está perto do final", disse. Para o coordenador, os preços de alimentação como um todo devem ceder nos próximos meses, captando o que já ocorre no atacado, "mas não de uma vez", em razão do tradicional impacto das chuvas no início do ano sobre os produtos in natura.
De acordo com Quadros, o IPC deve experimentar alívio no curto prazo, em função basicamente do desempenho benigno de bens de consumo, enquanto para serviços o cenário não é tão tranquilo. Serviços tiveram queda de 0,49% para 0,43% entre novembro e dezembro. "A perspectiva de desaceleração está mais para os bens de consumo que para os serviços. Embora tenham tido leve recuo, é cedo para dizer que o movimento tem fôlego. É um ponto de interrogação", declarou.
GRÃOS
Em 2012, IBGE prevê safra de grãos 0,6% maior.
A décima primeira estimativa da safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas indica uma produção da ordem de 159,5 milhões de toneladas, superior em 6,6 % à safra recorde de 2010 (149,6 milhões de toneladas) e -0,1% menor que a estimativa de outubro. A área a ser colhida em 2011, de 48,6 milhões de hectares, apresenta acréscimo de 4,6% comparado a 2010, e decréscimo de 5.128 hectares (-0,0%) frente à informação do mês passado. As três principais culturas, que, somadas, representam 90,6% da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas, o arroz, o milho e a soja, respondem por 82,3% da área a ser colhida registrando, em relação ao ano anterior, variações de 1,7%, 3,4% e 3,3%, respectivamente. No que se refere à produção, o arroz, o milho e a soja mostram, nessa ordem, acréscimos de 19,0%, 0,3% e 9,2%.
O IBGE também realizou, em novembro, o segundo prognóstico de área e produção para a safra de 2012. A produção de cereais, leguminosas e oleaginosas para 2012 é estimada em 160,5 milhões de toneladas, 0,6% superior à de 2011. A área a ser colhida (50,0 milhões de hectares) cresce 2,8%.
A publicação completa da pesquisa pode ser acessada na página
http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/agropecuaria/lspa/default.shtm.
Entre as grandes regiões, o volume da produção 2011 apresenta a seguinte distribuição: região Sul, 67,1 milhões de toneladas; Centro-Oeste, 56,0 milhões de toneladas; Sudeste, 17,4 milhões de toneladas; Nordeste, 14,6 milhões de toneladas; e Norte, 4,3 milhões de toneladas. Na comparação com 2010, houve incrementos em todas as regiões: Norte, 7,9%; Nordeste, 24,3%; Sudeste, 1,9%; Sul, 4,6%; e Centro-Oeste, 6,7%. O Paraná lidera a produção nacional de grãos, com uma participação de 19,8%, seguido pelo Mato Grosso, com 19,6%, e o Rio Grande do Sul, com 18,3%:
Estimativa de novembro em relação à produção obtida em 2010
Dentre os vinte e cinco produtos selecionados, dezesseis apresentam variação positiva na estimativa de produção em relação ao ano anterior: algodão herbáceo em caroço (72,7%), amendoim em casca 1ª safra (27,3%), arroz em casca (19,0%), batata-inglesa 1ª safra (13,3%), batata-inglesa 2ª safra (5,5%), batata-inglesa 3ª safra (1,2%), cacau em amêndoa (6,2%), cevada em grão (7,4%), feijão em grão 1ª safra (29,6%), laranja (3,1%), mamona em baga (30,5%), mandioca (7,5%), milho em grão 1ª safra (3,1%), soja em grão (9,2%), sorgo em grão (29,5%) e triticale em grão (24,8%). Com variação negativa: amendoim em casca 2ª safra (-39,8%), aveia em grão (-10,8%), café em grão (-7,2%), cana-de-açúcar (-9,4%), cebola (-5,3%), feijão em grão 2ª safra (-7,1%), feijão em grão 3ª safra (-8,8%), milho em grão 2ª safra (-3,7%) e trigo em grão (-14,0%).
Destaques na estimativa de novembro em relação a outubro de 2011
CAFÉ (em grão) - Na comparação das estimativas mês a mês, a produção de 2,7 milhões de toneladas (44,5 milhões de sacas) teve um acréscimo de 0,3% em relação a outubro. A área total no país, em 2011, reavaliada este mês, aumentou 0,1% e o rendimento médio, 0,3%. Apenas a área colhida apresenta discreta redução, de -591 hectares. Minas Gerais, maior produtor brasileiro de café, apresenta, neste mês, em relação ao mês passado, acréscimo de 0,7% na produção esperada para 2011, totalizando 1,3 milhão de toneladas (22,3 milhões de sacas de 60 kg), considerando as duas espécies em conjunto (arábica e canephora), que representam 50,1% do total esperado para o país em 2011. A área a ser colhida está reavaliada em 1,0 milhão de hectares. O rendimento aumenta 0,8% em relação a outubro. Este aumento, em relação à estimativa do mês anterior, se deve às reavaliações em Araguari (Cerrado), Andradas (Sul) e Muriaé (Zona da Mata) e explicam, também, o acréscimo da produção nacional (0,3%). Nenhuma outra unidade da federação de peso na cafeicultura nacional (ES, SP e RO) apresentou variações em novembro, repetindo-se, nesta publicação, os números já divulgados em outubro.
FEIJÃO (em grão) Total - A produção nacional de feijão, considerando as três safras do produto, está avaliada em 3.525.854 toneladas, inferior 1,4% em relação ao mês anterior e está assim distribuída: 1.974.531 toneladas da 1ª safra (56,0%), 1.119.273 toneladas da 2ª safra (31,7%) e 432.050 toneladas da 3ª safra (12,3%). Comparativamente ao mês passado, o feijão 1ª safra apresentou acréscimo de 1,3% enquanto as produções dos feijões 2ª e 3ª safras registraram reduções de 5,4% e 3,0%, respectivamente. O ganho na produção do feijão 1ª safra se deve às reavaliações nos números finais de colheita, notadamente, a do estado de Pernambuco, que alterou positivamente a produção obtida em 38,0%. Para a segunda safra do produto, a redução na produção em relação ao mês anterior decorre, principalmente, das revisões nas informações efetuadas na Paraíba (-47,9%) e em Pernambuco (-76,7%). Na Paraíba a queda na produção se deve ao veranico ocorrido em março e abril no sertão e ao excesso de chuvas durante o ciclo da lavoura na parte leste do estado. Em Pernambuco houve redistribuição dos números em função de lançamentos indevidos de 2ª safra quando se tratavam, na realidade, de 1ª safra. Para a 3ª safra de feijão, a retração na produção é resultado das modificações nos dados de Minas Gerais que, comparativamente a outubro, diminuiu o rendimento médio em 5,7% em virtude de infestação por mosca branca nas lavouras do município de Unaí, o que resultou numa queda na produção de -5,9%.
MILHO (em grão) Total - A produção nacional do milho em grão em 2011, para ambas as safras, totaliza 56,2 milhões de toneladas, mostrando uma variação negativa de -0,3% frente à de outubro. A 1ª safra alcançou 34,1 milhões de toneladas, apresentando um decréscimo de -0,5%, comparando com a estimativa anterior. Está queda é decorrente de reavaliações nos dados finais de colheita de Pernambuco (-32,7%) e da Paraíba (-36,8%), cuja redução ocorreu por conta do excesso de chuvas em parte do leste e pela irregularidade pluviométrica no sertão do estado. A participação na produção nacional, segundo as três maiores regiões produtoras, encontra-se assim distribuída: Sul (45,4%), Sudeste (27,9%) e Nordeste (12,4%). Para a 2ª safra, estima-se uma produção de 22,1 milhões de toneladas, informação praticamente inalterada (variação negativa absoluta de 599 toneladas) frente à anteriormente divulgada. As regiões Centro-Oeste e Sul, que tem o Paraná como único representante, concentram 90,5% da produção nacional com participações individuais de 62,5% e 28,0%, respectivamente.
Perspectivas para a produção agrícola de 2012
O IBGE realizou, em novembro, o segundo prognóstico de área e produção para a safra de 2012, nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste e em Rondônia, Maranhão, Piauí e Bahia. No comparativo das safras 2011 e 2012, verificam-se retrações nos rendimentos de alguns produtos. Notadamente para a soja e para o milho 1ª safra, as condições climáticas, nos principais centros produtores, foram excelentes em 2011, sendo registrados recordes históricos de rendimentos médios para esses dois produtos. Assim, neste segundo prognóstico, a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas para 2012 é estimada em 160,5 milhões de toneladas, superando em 0,6% a safra de grãos constatada em 2011 devido aos ganhos esperados nas regiões Nordeste (4,5%), Sudeste (2,0%) e Centro-Oeste (3,6%), enquanto a área a ser colhida de 50,0 milhões de hectares cresce 2,8%, tendo em vista que houve incremento na maioria das unidades da federação, com exceção do Piauí, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná. As informações da pesquisa do prognóstico representam 73,8% da produção nacional prevista, enquanto as projeções realizadas respondem por 26,2% do valor total.
Dentre os produtos analisados para a próxima safra de verão, foram registradas variações positivas na produção do algodão herbáceo (1,9%) e do milho 1ª safra (8,8%). Com variação negativa, amendoim em casca 1ª safra (14,3%), arroz em casca (8,6%), feijão em grão 1ª safra (8,1%) e soja em grão (1,3%). Com relação à área a ser colhida, à exceção do milho 1ª safra e soja em grão que apresentam, respectivamente, acréscimos de 9,7% e 2,1%, para os demais produtos verificam-se decréscimos nas áreas a serem colhidas: algodão herbáceo em caroço (-0,3%), amendoim em casca 1ª safra (-1,5%), arroz em casca (-6,7%) e feijão em grão 1ª safra (-4,6%).
ALGODÃO EM CAROÇO - O prognóstico da produção de algodão em caroço é da ordem de 5,2 milhões toneladas, maior 1,9% que a obtida em 2011. Isso reverte o quadro inicialmente apontado em outubro devido à inclusão das primeiras estimativas dos centros produtores da região Nordeste, que anteriormente eram projeções. Na Bahia, segundo maior produtor nacional, a produção esperada de 1.577.712 toneladas é apenas -0,1% menor que a desse ano. O Piauí, embora com pequena participação, apresenta ganhos de 45,0% na produção e de 26,9% na área plantada, constatado em levantamento direto com produtores do cerrado, em face da demanda do mercado e da instalação de novas indústrias de beneficiamento. Vale ressaltar que o Mato Grosso, maior produtor nacional, reajustou a produção em 0,6% comparativamente ao primeiro prognóstico. Por outro lado, neste estado, o plantio se estende por um longo período, de dezembro a fevereiro, havendo, portanto, possibilidade de novas áreas serem incorporadas ao processo produtivo.
ARROZ - No caso do arroz, a produção esperada de 12,3 milhões de toneladas é -8,6% inferior à obtida em 2011. Este decréscimo se deve, notadamente, ao Rio Grande do Sul, maior produtor, com participação de 66,8% da produção nacional. Esse estado mantém, neste segundo prognóstico, a produção esperada de 8.214.000 toneladas informada anteriormente, mostrando uma diminuição de -8,1% comparada com a de 2011. Confirmou-se a tendência inicial de uma área plantada ou a ser plantada de 1.110.000 hectares, menor -5,2% que a de 2011, como consequência dos baixos preços do produto e da falta de água nas barragens em parte do estado. Salienta-se ainda que o Mato Grosso, maior estado produtor deste cereal no Centro-Oeste, acentuou a perspectiva de queda, com uma diminuição na produção de -18,4% em relação à verificada no primeiro prognóstico. Esse dado vem corroborar com a informação do mês passado, quando se alertava para o fato do produto ser usualmente cultivado na região de cerrados em condição de sequeiro, utilizado para a renovação de pastagens e abertura de áreas, e vem enfrentando dificuldades de expansão devido à maior fiscalização por parte dos órgãos ambientais.
FEIJÃO 1ª safra - O prognóstico para a safra nacional de feijão 1ª safra em 2012 indica uma produção esperada de 1,8 milhão de toneladas, -8,1% aquém da produção alcançada em 2011. A área plantada ou a plantar, de 2,2 milhões hectares, apresenta redução de -4,6%. Os baixos preços praticados com o feijão, ao longo da última safra, e o fato de outros produtos como a soja e o milho apresentarem maiores perspectivas de rentabilidade, são apontados como principais causas que desestimularam os produtores a não ampliarem seus plantios. No Paraná, maior produtor nacional com participação de 23,7%, a área plantada de 255.787 hectares e a produção esperada de 430.063 toneladas são menores que as registradas em igual período do ano anterior, sendo estimadas em -25,7% e -19,4%, respectivamente. Em relação ao levantamento de outubro, com o plantio totalmente concluído em novembro, houve quedas na área (-5,4%) e na produção (-6,2%).
MILHO 1ª safra - Para o milho 1ª safra, espera-se uma produção de 37,1 milhões de toneladas, maior 8,8% que a observada em 2011 devido à expansão de 7,7% na área de cultivo, estimada em 8.267.756 hectares, com um rendimento médio 4.490 kg/ha, -0,8% inferior. O cenário favorável de recuperação dos preços do produto, que veio se consolidando ao longo do ano, fez com que muitos produtores o preferissem, nesse cultivo de verão, em detrimento de outras culturas como o feijão e a soja. Vale salientar que o Paraná, nessa segunda avaliação, consolida a posição, perdida para Minas Gerais em 2011, de maior produtor neste período de plantio com participação de 20,0%, apontando, relativamente a outubro, incrementos na área (1,6%) e produção (1,7%). O milho está sendo o principal responsável pelo aumento da produção esperada de grãos para 2012, mostrado neste levantamento, que passou a contribuir com 1.556.579 toneladas, 4,4% a mais que a informada no mês passado.
SOJA - A produção esperada em 2012 de 73,9 milhões de toneladas soja indica uma variação negativa de -1,3% em comparação ao volume atualmente informado para 2011, porém acrescida em 1,7% quando confrontada à informação de outubro. A área a ser colhida (24,6 milhões de hectares) mostra um crescimento de 2,1%, enquanto o rendimento esperado (3.007 kg/ha) apresenta um decréscimo de -3,4%. O Mato Grosso, maior produtor nacional, ampliou a área de cultivo em 6,9%, sendo estimados 6,9 milhões de hectares plantados para uma produção esperada de 22,0 milhões de toneladas, superior 5,6% à deste ano e 2,8% maior que a informação anterior. No Paraná, segundo produtor, a área plantada de 4.402.682 hectares e a produção esperada de 14.165.344 toneladas são inferiores às de 2011 em -3,8% e -8,2%, respectivamente, e praticamente inalteradas frente a outubro, registrando reduções na área e na produção de -0,1%.
O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) é uma pesquisa mensal de previsão e acompanhamento das safras dos principais produtos agrícolas, cujas informações são obtidas por intermédio das Comissões Municipais (COMEA) e/ou Regionais (COREA); consolidadas em nível estadual pelos Grupos de Coordenação de Estatísticas Agropecuárias (GCEA) e posteriormente, avaliadas, em nível nacional, pela Comissão Especial de Planejamento Controle e Avaliação das Estatísticas Agropecuárias (CEPAGRO) constituída por representantes do IBGE e do Ministério da Agricultura, Pecuária e do Abastecimento (MAPA).
Em atenção a demandas dos usuários de informação de safra, os levantamentos para Cereais, Leguminosas e Oleaginosas (caroço de algodão, amendoim, arroz, feijão, mamona, milho, soja, aveia, centeio, cevada, girassol, sorgo, trigo e triticale) foram realizados em estreita colaboração com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), órgão do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), continuando um processo de harmonização das estimativas oficiais de safra, iniciado em novembro de 2007, para as principais lavouras brasileiras.
VEJA NO LINK DO BANCO CENTRAL
INDICADORES DA ECONOMIA BRASILEIRA.
http://www.bcb.gov.br/?INDECO
MATERIAL COMPILADO POR :
LAUDIZIO MARQUESI = CONSULOG
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